A pandemia de coronavírus já dura vários meses, período durante o qual a liberdade de ir e vir e a interação social foram restringidas. Para cumprir adequadamente os regulamentos de quarentena, governos e agências de saúde em todo o mundo expressaram a necessidade de manter o distanciamento social. No entanto, a solidão provocada por essas restrições levanta outra preocupação: a saúde mental na pandemia. Conforme a nova onda de casos aumenta, medidas preventivas contra COVID-19 ainda devem ser tomadas, mas a saúde mental deve ser levada a sério.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil tem a maior prevalência de depressão na América Latina. É também o país mais ansioso do mundo. Além disso, para o profissional psiquiátrico, a solidão é considerada o fator desencadeante – o fator impulsionador dos distúrbios emocionais. Diante da pandemia, a comunidade médica teme que a epidemia paralela afete a saúde mental da população brasileira. O aumento do sofrimento psíquico, dos sintomas psicológicos e dos transtornos mentais deu mostras deste período, marcando o primeiro pico de casos. Para atender à alta demanda e ajudar os brasileiros a entender esse momento tenso, alguns profissionais da psicologia estão realizando recepções virtuais. Iniciativas como Escuta 60+, Psicologia Viva e Telavita visam manter a saúde mental durante a pandemia.
Sim, a pandemia da COVID-19 está sendo responsável pelo isolamento da população, que está deveras preocupada com o cenário atual e os impactos disso no futuro. No entanto, em meio a essa quebra de rotina, muitos estão trabalhando em esquema de home office, sem poder sair de casa para espairecer, e um ponto muito importante também merece destaque: a saúde mental.
Com o advento do novo coronavírus, muitas atividades tiveram de ser cessadas, especialmente as que envolvem relacionamento humano, que é o caso da psicoterapia. Neste sentido, a tecnologia vira uma excelente ferramenta de auxílio, pela possibilidade dos atendimentos poderem ser feitos online.